t.
tinhas árvores pintadas no jardim da tua casa. o chão cheirava a cinzento da chuva arrastada pela noite. a água engolida em fúria pela terra apagava-lhe o fogo que ardia entre a argila de onde crescem as flores. e o cimento de onde se fazem as conversas que falam de nós.
não sabia como te dizer que o mar tem dentro. todos os amores embalados em caixas. por debaixo das ondas. e que o nosso amor. anda por lá. dentro dele. e não sabe para onde vai. e não sabia como te dizer. que a saudade que trago é talvez. a única coisa que tenho de ti. hoje. e que preciso de escrever-te. para não me esquecer de dizer o teu nome em todas as palavras. que me saem das mãos. tenho as mãos vazias e tu não sabes disso. é um segredo que guardo de ti.
o chão. por onde passo. é um céu de onde crescem as árvores.
o chão. que dorme e que não sabe assobiar. como tu. talvez porque os teus lábios tenham a mesma dureza das pedras. e não saibam abraçar. a voz do teu coração. ou porque me cansaste de viver tantos dias.
t. tinta.
tinhas árvores pintadas no jardim da tua casa. o chão cheirava a cinzento da chuva arrastada pela noite. a água engolida em fúria pela terra apagava-lhe o fogo que ardia entre a argila de onde crescem as flores. e o cimento de onde se fazem as conversas que falam de nós.
não sabia como te dizer que o mar tem dentro. todos os amores embalados em caixas. por debaixo das ondas. e que o nosso amor. anda por lá. dentro dele. e não sabe para onde vai. e não sabia como te dizer. que a saudade que trago é talvez. a única coisa que tenho de ti. hoje. e que preciso de escrever-te. para não me esquecer de dizer o teu nome em todas as palavras. que me saem das mãos. tenho as mãos vazias e tu não sabes disso. é um segredo que guardo de ti.
o chão. por onde passo. é um céu de onde crescem as árvores.
o chão. que dorme e que não sabe assobiar. como tu. talvez porque os teus lábios tenham a mesma dureza das pedras. e não saibam abraçar. a voz do teu coração. ou porque me cansaste de viver tantos dias.
t. tinta.
