z.
levanta-te. mexe no cabelo. repete o gesto e volta-te. o céu é uma parte das mãos. o plástico duro da fronte do vento. cobre uma parte. da sombra que se recolhe no chão. assenta então. os pés. encolhe os dedos. sente a temperatura da água. embrulhada na terra. nas flores. as pedras que já souberam o nome do seu lugar. envelheceram na palavra. e debaixo de ti. mastiga-se a vida.se soubesses de mim. e por onde andei. repito. a sensação de te perguntar. se soubesses de mim e por onde andei.respondo com a avidez dos tolos. e da loucura. poupada à multidão. a correr lentamente na retina. e a decorar as faces desconhecidas. para se falar. ao nosso amor. que andei à tua procura. e num minuto de vagar. entrámos os dois no mesmo tempo. tal qual uma fogueira de mãos.
falo-te. no plural das coisas.
que os dedos. não vivem sós. nas mãos. e os olhos. cegos. dentro dos ouvidos. surdos. as pedras. lentas. que estremecem sobre as pernas. que rasgam os caminhos. nas viagens. contadas. nas vidas. amarradas. e nos desejos. e nos amores. as partidas. adiadas. e em cima da hora. à justa. os abandonos. por falta ou excesso. as queimaduras. pelo adiantar da hora. a dar um beijo. as falhas. na carne e os dentes a mastigar. as queixas. de tanto sorrirmos. e os papéis. que escrevemos a falar sobre todas as coisas. que vimos. num só dia. todas as conversas gravadas na língua. a tocar. dentro da cabeça. as recordações. as memórias dos gestos lavados. pela bruma.
e dar-te tudo.
era. muito pouco. e assim se fecha. um só. ruído.
z. de zunir.
levanta-te. mexe no cabelo. repete o gesto e volta-te. o céu é uma parte das mãos. o plástico duro da fronte do vento. cobre uma parte. da sombra que se recolhe no chão. assenta então. os pés. encolhe os dedos. sente a temperatura da água. embrulhada na terra. nas flores. as pedras que já souberam o nome do seu lugar. envelheceram na palavra. e debaixo de ti. mastiga-se a vida.se soubesses de mim. e por onde andei. repito. a sensação de te perguntar. se soubesses de mim e por onde andei.respondo com a avidez dos tolos. e da loucura. poupada à multidão. a correr lentamente na retina. e a decorar as faces desconhecidas. para se falar. ao nosso amor. que andei à tua procura. e num minuto de vagar. entrámos os dois no mesmo tempo. tal qual uma fogueira de mãos.
falo-te. no plural das coisas.
que os dedos. não vivem sós. nas mãos. e os olhos. cegos. dentro dos ouvidos. surdos. as pedras. lentas. que estremecem sobre as pernas. que rasgam os caminhos. nas viagens. contadas. nas vidas. amarradas. e nos desejos. e nos amores. as partidas. adiadas. e em cima da hora. à justa. os abandonos. por falta ou excesso. as queimaduras. pelo adiantar da hora. a dar um beijo. as falhas. na carne e os dentes a mastigar. as queixas. de tanto sorrirmos. e os papéis. que escrevemos a falar sobre todas as coisas. que vimos. num só dia. todas as conversas gravadas na língua. a tocar. dentro da cabeça. as recordações. as memórias dos gestos lavados. pela bruma.
e dar-te tudo.
era. muito pouco. e assim se fecha. um só. ruído.
z. de zunir.

5 Comments:
dos primeiros blogs que eu encontrei...continuas a encantar-me. bj
como é maravilhoso este universo permitir estes nós cegos... *falo-te. (também eu) no plural das coisas*
volta
|a voz| está de volta, agora em http://bolerodacidade.blogspot.com
Adicionei este blog à minha lista de links porque quero visitá-lo assiduamente.
Dê uma passagem pelo bolero da cidade. Espero que goste e volte sempre!
Abraço!
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