u.
sentámo-nos a conversar. num banco atirado sobre a sombra de uma árvore. o vento. deitava-se debaixo dos pés como um cão sossegado a roer. um osso. o osso gemia com a latitude dos dentes. do cão a comer-lhe. o branco. os dias foram passando. não havia. noites.
conversámos sobre os vincos da madeira do teu rosto. os nós embrulhados na tua boca. e o céu de azul. a vermelho. que desapareceu. transpirado sobre a tua testa quando te amassei os cabelos. com as mãos.
as mãos estavam frias como gelo. quase partidas. o vento. calou-se. rangeu. os dentes. e escureceu-se. a boca sobre o osso. a primeira noite. daqueles dias.
discutimos sobre a utilidade da respiração. que o ar que se engole e se queima dentro do corpo. faz escurecer as paredes do quarto da nossa alma. falámos sobre este assunto. como se soubessemos para que serve a alma. para que serve o corpo. chegámos ao ponto de afirmar. que a alma era branca. como o osso roido. pela boca escura do cão. e no entanto. nunca tinhamos visto a alma. nem sabiamos sequer se existia.
o cão. nunca pestanejou durante a nossa conversa. o vento alongou-se sobre os passeios. sobre as folhas secas. das árvores. e sobre os nossos pés. cansados. deixámos de falar. e calámo-nos para ouvir o osso. a gemer.
u. de útil.
sentámo-nos a conversar. num banco atirado sobre a sombra de uma árvore. o vento. deitava-se debaixo dos pés como um cão sossegado a roer. um osso. o osso gemia com a latitude dos dentes. do cão a comer-lhe. o branco. os dias foram passando. não havia. noites.
conversámos sobre os vincos da madeira do teu rosto. os nós embrulhados na tua boca. e o céu de azul. a vermelho. que desapareceu. transpirado sobre a tua testa quando te amassei os cabelos. com as mãos.
as mãos estavam frias como gelo. quase partidas. o vento. calou-se. rangeu. os dentes. e escureceu-se. a boca sobre o osso. a primeira noite. daqueles dias.
discutimos sobre a utilidade da respiração. que o ar que se engole e se queima dentro do corpo. faz escurecer as paredes do quarto da nossa alma. falámos sobre este assunto. como se soubessemos para que serve a alma. para que serve o corpo. chegámos ao ponto de afirmar. que a alma era branca. como o osso roido. pela boca escura do cão. e no entanto. nunca tinhamos visto a alma. nem sabiamos sequer se existia.
o cão. nunca pestanejou durante a nossa conversa. o vento alongou-se sobre os passeios. sobre as folhas secas. das árvores. e sobre os nossos pés. cansados. deixámos de falar. e calámo-nos para ouvir o osso. a gemer.
u. de útil.
