Podias.
tenho a fome dentro do peito. que não come há dez dias. vendo todas as paredes que circundam o céu. a preço de saldos. compro maçãs a amadurecer. por dentro. e a vermelhar. por fora. estendo as mãos e alcanço os baloiços das folhas nas árvores. corro até me cansar. até os pés gastarem o chão. conto as palavras que digo durante uma hora em silêncio a conversar contigo sobre os olhos. engasgo-me com a tinta negra e cheiro do papel velho e húmido. a ler os jornais. volto-me e vejo-te. espero que tudo acabe bem antes de me ir embora. volto-me e sossego as tripas. coço a cabeça e despenteio-me. sabe bem. ouvir-lhe os dedos. sabe bem andar a assobiar nas ruas e a ver os carros a passar. dou um punhado de notas sujas. falsas como o vento. a um homem numa esquina cinzenta. escondo-me do seu olhar. sabe bem. não saber sorrir. hoje. quebro-me com o calor. subo as escadas que me levam até à tua porta e não consigo ouvir-te a chamar por mim. lá dentro. da tua casa. vendo fechaduras para o coração. e dou as chaves. conjunto completo e sincero. tenho a penumbra de um dia. a correr. e o pó. sobre as janelas abertas ao vento. tenho luzes que não se acendem e corredores estreitos que não chegam a lado algum. e tudo dentro de uma só mão. que espero que nunca se abra. gosto de ractificar com a honestidade com que conheço. o que não é visível e de folhear os livros já lidos. à procura de finais felizes. já li. já vi. já senti. espero que tudo acabe bem antes de me ir embora. e antes de voltar. espero que tenhas forma e sentido. luz e um pedaço macabro de ausência embrulhado em roupa vestida. podias. ao menos acordar-me.
tenho a fome dentro do peito. que não come há dez dias. vendo todas as paredes que circundam o céu. a preço de saldos. compro maçãs a amadurecer. por dentro. e a vermelhar. por fora. estendo as mãos e alcanço os baloiços das folhas nas árvores. corro até me cansar. até os pés gastarem o chão. conto as palavras que digo durante uma hora em silêncio a conversar contigo sobre os olhos. engasgo-me com a tinta negra e cheiro do papel velho e húmido. a ler os jornais. volto-me e vejo-te. espero que tudo acabe bem antes de me ir embora. volto-me e sossego as tripas. coço a cabeça e despenteio-me. sabe bem. ouvir-lhe os dedos. sabe bem andar a assobiar nas ruas e a ver os carros a passar. dou um punhado de notas sujas. falsas como o vento. a um homem numa esquina cinzenta. escondo-me do seu olhar. sabe bem. não saber sorrir. hoje. quebro-me com o calor. subo as escadas que me levam até à tua porta e não consigo ouvir-te a chamar por mim. lá dentro. da tua casa. vendo fechaduras para o coração. e dou as chaves. conjunto completo e sincero. tenho a penumbra de um dia. a correr. e o pó. sobre as janelas abertas ao vento. tenho luzes que não se acendem e corredores estreitos que não chegam a lado algum. e tudo dentro de uma só mão. que espero que nunca se abra. gosto de ractificar com a honestidade com que conheço. o que não é visível e de folhear os livros já lidos. à procura de finais felizes. já li. já vi. já senti. espero que tudo acabe bem antes de me ir embora. e antes de voltar. espero que tenhas forma e sentido. luz e um pedaço macabro de ausência embrulhado em roupa vestida. podias. ao menos acordar-me.

9 Comments:
Não acordes ainda. Aproveita o sonho e sacia a fome que tens no peito com tudo o que tens dentro da mão. A sonhar tudo é possível. Prolongares-te no baloiço sem nunca teres de abrir a mão...
S.
Podias dormir mais 5 minutos...só mais 5 minutos. E saciar a vontade de acordar, abrir a janela e soltar os dedos por entre o vento. Sabe bem sentir algo sem forma. Sabe bem ler-te. Elisabete
xiiiiiii, cá estás de volta, joão!
ainda bem.
escrever para afugentar a pretidão do mundo?
xiiii. é verdade amiga blimunda. estou de volta. um pouco enferrujado pela chuva dos dias. e a escrever para afugentar um cão. negro.
um abraço e obrigado pela presença.
joao
osdiasdasnoites
meu amigo e velho mano, um grande abraço, é bom ter-te de volta.
abraço
o vazio e o pó...... Não acordes ainda....
Adorei...^^
Gostei do teu espaço. *
João. Sempre.
És tu, és tão tu.
Estiveste aqui, desapareceste outra vez... Volta...!
Um beijo*
Fata Morgana
olà! hei traduzido isto texto que acho adorável na minha lingua no meu blog! parabéins!
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