nudez.
tenho a tua mão na minha mão e a mão do olhar invulgar que passa ao lado virando a esquina a desdobrar a pálpebra. no fim. a tua mão faz gestos na minha mão e ajuda-me a ver a quebra de luz que o dia tem. depois do. fim. vou andando olhando o chão e a sentir a tua mão parada sobre a minha mão e não vejo. o fim. tentamos acabar com todas as coisas que me fazem chorar pelo que não tenho e não sei. se devo ao. fim. alguma coisa de mim. e para quê. se traço. na minha mão a tua força e vou escrevendo sobre o fundo do mar. e sobre os teus olhos. a seguir-me líquido e falido. e frio. e o fundo do mar. é tão longe e só. sem fim. e a loucura que tenho e sinto dentro das nossas mãos juntas. a violência discreta e sincera de quem não sabe o que fazer com tanto dentro das mãos. à língua suja e cheia de nós. pelo que deixàmos de falar e de dizer. fogos engolidos. um ao outro. e assim não conseguimos fugir. não há fim. nisto que sentimos. não há fim. nisto. que sentimos.
tenho a nudez. de não saber o que fazer a tanto corpo espalhado sobre todos os quartos desta casa. um corpo. sem fim. sem princípio. sem corpo que se pareça com o nosso corpo. junto. parece que engolimos um fantasma que sabe todas as moradas dentro de nós. os seus dedos longos e bicudos escutam as nossas falhadas promessas que já não dizemos. um ao outro. a ninguém. não há. silêncio para tanto corpo. e juntos. apesar de vermos o sol pela mesma janela e pelo mesmo. som. não sabemos o fim ao resto.
não te transformes em flores cujo as cores que não sabes dizer.
tenho a tua mão na minha mão e a mão do olhar invulgar que passa ao lado virando a esquina a desdobrar a pálpebra. no fim. a tua mão faz gestos na minha mão e ajuda-me a ver a quebra de luz que o dia tem. depois do. fim. vou andando olhando o chão e a sentir a tua mão parada sobre a minha mão e não vejo. o fim. tentamos acabar com todas as coisas que me fazem chorar pelo que não tenho e não sei. se devo ao. fim. alguma coisa de mim. e para quê. se traço. na minha mão a tua força e vou escrevendo sobre o fundo do mar. e sobre os teus olhos. a seguir-me líquido e falido. e frio. e o fundo do mar. é tão longe e só. sem fim. e a loucura que tenho e sinto dentro das nossas mãos juntas. a violência discreta e sincera de quem não sabe o que fazer com tanto dentro das mãos. à língua suja e cheia de nós. pelo que deixàmos de falar e de dizer. fogos engolidos. um ao outro. e assim não conseguimos fugir. não há fim. nisto que sentimos. não há fim. nisto. que sentimos.
tenho a nudez. de não saber o que fazer a tanto corpo espalhado sobre todos os quartos desta casa. um corpo. sem fim. sem princípio. sem corpo que se pareça com o nosso corpo. junto. parece que engolimos um fantasma que sabe todas as moradas dentro de nós. os seus dedos longos e bicudos escutam as nossas falhadas promessas que já não dizemos. um ao outro. a ninguém. não há. silêncio para tanto corpo. e juntos. apesar de vermos o sol pela mesma janela e pelo mesmo. som. não sabemos o fim ao resto.
não te transformes em flores cujo as cores que não sabes dizer.
