e vai.
descalço, com a terra a servir de luva nos pés.
e o chão cansado de ressuscitar tantos caminhos.
e sobre a pele, sobre o mundo, como um fado sem mar e sem xaile
daquela alma ausente do corpo.
e vai. tu.
como se fosses invisível, divisível, por entre os pequenos espaços.
entre as paredes de corpos e das gentes, das roupas que se encolhem.
da sola dos teus pés que se enfia por debaixo das pedras do chão.
e vai. tu.
como se a rua e a multidão, e os prédios, e o mar,
e a ponte ao longe fossem desaparecer
e entornar-se como água sobre a memória.
e vai. tu.
como se a voz por dentro fosse muda,
não se ouvisse, não se dissesse - nem uma só palavra.
e vai embalado. pelo sorriso que não sabe mentir.
como se fosses o nome de todas as pessoas, de todos os rostos.
a cor de todos os olhos
e o negro da noite.
e vai, como se fosses resgatar a onda ao mar, à lucidez e à luz
em que tu, já não existes.
maio.2010.
e o chão cansado de ressuscitar tantos caminhos.
e sobre a pele, sobre o mundo, como um fado sem mar e sem xaile
daquela alma ausente do corpo.
e vai. tu.
como se fosses invisível, divisível, por entre os pequenos espaços.
entre as paredes de corpos e das gentes, das roupas que se encolhem.
da sola dos teus pés que se enfia por debaixo das pedras do chão.
e vai. tu.
como se a rua e a multidão, e os prédios, e o mar,
e a ponte ao longe fossem desaparecer
e entornar-se como água sobre a memória.
e vai. tu.
como se a voz por dentro fosse muda,
não se ouvisse, não se dissesse - nem uma só palavra.
e vai embalado. pelo sorriso que não sabe mentir.
como se fosses o nome de todas as pessoas, de todos os rostos.
a cor de todos os olhos
e o negro da noite.
e vai, como se fosses resgatar a onda ao mar, à lucidez e à luz
em que tu, já não existes.
maio.2010.

2 Comments:
Lindissimo... :)
Lindissimo... :)
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