<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss'><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664</id><updated>2009-07-22T02:06:17.602+01:00</updated><title type='text'>Os Dias das Noites</title><subtitle type='html'>Nunca nos recordaremos da nossa morte.

Tão pacientes que nós fomos. Para sermos. Que anotámos. os números. os dias. os anos e os meses. os cabelos. as bocas que beijámos. E aquele minuto antes de morrer. Deixá-lo-emos sem anotação: Damo-lo a outros de lembrança...                                          (Os Nascimentos. Pablo Neruda)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>11</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>25</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-2865974947623779877</id><published>2008-12-14T22:36:00.006Z</published><updated>2008-12-14T23:17:16.888Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;há. (incompleto. e resignado).&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;há de noite uma voz que diz baixinho o teu nome. e com ela. deus consegue encontrar o lugar certo das coisas. uma tempestade. entornando-se sobre o chão. o chão engasgado pela tormenta. uma mão a balançar-se num adeus. e a chuva castigando o corpo a despedir-se. uma luz azul. num relâmpago a fugir de ti. e um momento cansado a esconder-se do frio que sai da tua boca. a dizer o meu nome. há de noite. uma voz que diz baixinho o teu nome. e com ela. deus consegue encontrar o lugar certo das coisas. um pedaço de papel rascunhado sobre o nosso encontro. e um comboio a escapar-se no horizonte. um sol despegado a colorir o céu. tardio. e a imensidão do céu. derramada sobre o lastro daquele comboio. um passageiro a roubar as fagulhas de uma vida por inteiro. envolvido. na bruma da velocidade discreta do caminho. que sabe que nasceu de dentro de uma barriga quente. e de um vaso de terra. em carne feita. e não sabe mais nada. sobre deus. há um silêncio. e sobre deus. quase tudo anda perdido nas mãos. um mar a comer a terra. e a terra engolida por um mar clandestino. há de noite. uma voz que diz baixinho o teu nome. e com ela. deus consegue encontrar o lugar certo das coisas. onde os teus pés assentam. na argila que se fez vaso e da fagulha. que se fez fogueira. que ilumina todos os ruídos vindos do fundo da terra. abandonada. e onde. hoje. crescem flores. ponto. reticências. levo-te uma. ponto. reticências. para pôres no teu cabelo escurecido pela sombra das minhas mãos. hoje. que te beijo na fronte e sabes ao sal. que o mar deixou no vento. sabes. a amor. a arder no coração. sabes ao acordeon do início da nossa música. e ao acorde gasto do mi. quando a canção diz. aspas. amor. devias ter vindo. aspas. sabes ao beijo da fotografia. à noite na praia a ver as pessoas a passar. e o sol a pôr-se. para lá de tudo. voltamos lá todos os anos. voltamos lá sempre. há de noite uma voz que diz baixinho o teu nome. e com ela deus consegue encontrar o lugar certo das coisas. e um silêncio a ferver.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-2865974947623779877?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/2865974947623779877/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=2865974947623779877&amp;isPopup=true' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/2865974947623779877'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/2865974947623779877'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2008/12/h.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-6561963318830336454</id><published>2008-10-23T13:51:00.006+01:00</published><updated>2008-10-23T14:09:03.284+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;sem nome e póstumo.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pegou-lhe na mão. estava insaciável a contar os passos do andar. os pés calcavam a terra à procura de luz. e na terra não há luz. quando um diabo dorme a morder-lhe o coração. engasgavam-se no caminho. com a mão. na mão dura. e apressada. que com o tempo. já não se via mão alguma. apenas um traço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;um traço. a cortar o horizonte. do lado de onde o sol se põe e não se ouve o silêncio. apenas o interior do coração que dorme na terra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e as árvores que dormem no vento. trazem as palavras cinzentas nos ramos. e as folhas que caem. falam de um traço violento. a dividir o horizonte. a quebrar o silêncio. a quebrar a terra. e a acordar um diabo que dorme. e que não sabe a cor de um coração dentro de um vaso a fazer crescer uma flor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(não crescem flores quando a terra gela.)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-6561963318830336454?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/6561963318830336454/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=6561963318830336454&amp;isPopup=true' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/6561963318830336454'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/6561963318830336454'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2008/10/sem-nome-e-pstumo.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-7360973151285124725</id><published>2008-07-23T16:25:00.007+01:00</published><updated>2008-08-08T16:45:18.543+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Podias.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tenho a fome dentro do peito. que não come há dez dias. vendo todas as paredes que circundam o céu. a preço de saldos. compro maçãs a amadurecer. por dentro. e a vermelhar. por fora. estendo as mãos e alcanço os baloiços das folhas nas árvores. corro até me cansar. até os pés gastarem o chão. conto as palavras que digo durante uma hora em silêncio a conversar contigo sobre os olhos. engasgo-me com a tinta negra e cheiro do papel velho e húmido. a ler os jornais. volto-me e vejo-te. espero que tudo acabe bem antes de me ir embora. volto-me e sossego as tripas. coço a cabeça e despenteio-me. sabe bem. ouvir-lhe os dedos. sabe bem andar a assobiar nas ruas e a ver os carros a passar. dou um punhado de notas sujas. falsas como o vento. a um homem numa esquina cinzenta. escondo-me do seu olhar. sabe bem. não saber sorrir. hoje. quebro-me com o calor. subo as escadas que me levam até à tua porta e não consigo ouvir-te a chamar por mim. lá dentro. da tua casa. vendo fechaduras para o coração. e dou as chaves. conjunto completo e sincero. tenho a penumbra de um dia. a correr. e o pó. sobre as janelas abertas ao vento. tenho luzes que não se acendem e corredores estreitos que não chegam a lado algum. e tudo dentro de uma só mão. que espero que nunca se abra. gosto de ractificar com a honestidade com que conheço. o que não é visível e de folhear os livros já lidos. à procura de finais felizes. já li. já vi. já senti. espero que tudo acabe bem antes de me ir embora. e antes de voltar. espero que tenhas forma e sentido. luz e um pedaço macabro de ausência embrulhado em roupa vestida. podias. ao menos acordar-me.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-7360973151285124725?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/7360973151285124725/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=7360973151285124725&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/7360973151285124725'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/7360973151285124725'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2008/07/podia.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-952197004294505160</id><published>2008-02-17T23:15:00.006Z</published><updated>2008-02-19T14:44:27.994Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;nudez.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tenho a tua mão na minha mão e a mão do olhar invulgar que passa ao lado virando a esquina a desdobrar a pálpebra. no fim. a tua mão faz gestos na minha mão e ajuda-me a ver a quebra de luz que o dia tem. depois do. fim. vou andando olhando o chão e a sentir a tua mão parada sobre a minha mão e não vejo. o fim. tentamos acabar com todas as coisas que me fazem chorar pelo que não tenho e não sei. se devo ao. fim. alguma coisa de mim. e para quê. se traço. na minha mão a tua força e vou escrevendo sobre o fundo do mar. e sobre os teus olhos. a seguir-me líquido e falido. e frio. e o fundo do mar. é tão longe e só. sem fim. e a loucura que tenho e sinto dentro das nossas mãos juntas. a violência discreta e sincera de quem não sabe o que fazer com tanto dentro das mãos. à língua suja e cheia de nós. pelo que deixàmos de falar e de dizer. fogos engolidos. um ao outro. e assim não conseguimos fugir. não há fim. nisto que sentimos. não há fim. nisto. que sentimos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tenho a nudez. de não saber o que fazer a tanto corpo espalhado sobre todos os quartos desta casa. um corpo. sem fim. sem princípio. sem corpo que se pareça com o nosso corpo. junto. parece que engolimos um fantasma que sabe todas as moradas dentro de nós. os seus dedos longos e bicudos escutam as nossas falhadas promessas que já não dizemos. um ao outro. a ninguém. não há. silêncio para tanto corpo. e juntos. apesar de vermos o sol pela mesma janela e pelo mesmo. som. não sabemos o fim ao resto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não te transformes em flores cujo as cores que não sabes dizer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-952197004294505160?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/952197004294505160/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=952197004294505160&amp;isPopup=true' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/952197004294505160'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/952197004294505160'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2008/02/nudez.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-1088653612365008542</id><published>2007-08-30T20:56:00.000+01:00</published><updated>2007-09-27T22:08:21.604+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;z.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;levanta-te. mexe no cabelo. repete o gesto e volta-te. o céu é uma parte das mãos. o plástico duro da fronte do vento. cobre uma parte. da sombra que se recolhe no chão. assenta então. os pés. encolhe os dedos. sente a temperatura da água. embrulhada na terra. nas flores. as pedras que já souberam o nome do seu lugar. envelheceram na palavra. e debaixo de ti. mastiga-se a vida.se soubesses de mim. e por onde andei. repito. a sensação de te perguntar. se soubesses de mim e por onde andei.respondo com a avidez dos tolos. e da loucura. poupada à multidão. a correr lentamente na retina. e a decorar as faces desconhecidas. para se falar. ao nosso amor. que andei à tua procura. e num minuto de vagar. entrámos os dois no mesmo tempo. tal qual uma fogueira de mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;falo-te. no plural das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que os dedos. não vivem sós. nas mãos. e os olhos. cegos. dentro dos ouvidos. surdos. as pedras. lentas. que estremecem sobre as pernas. que rasgam os caminhos. nas viagens. contadas. nas vidas. amarradas. e nos desejos. e nos amores. as partidas. adiadas. e em cima da hora. à justa. os abandonos. por falta ou excesso. as queimaduras. pelo adiantar da hora. a dar um beijo. as falhas. na carne e os dentes a mastigar. as queixas. de tanto sorrirmos. e os papéis. que escrevemos a falar sobre todas as coisas. que vimos. num só dia. todas as conversas gravadas na língua. a tocar. dentro da cabeça. as recordações. as memórias dos gestos lavados. pela bruma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e dar-te tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;era. muito pouco. e assim se fecha. um só. ruído.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;z. de zunir.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-1088653612365008542?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/1088653612365008542/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=1088653612365008542&amp;isPopup=true' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/1088653612365008542'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/1088653612365008542'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2007/08/z.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-273659665964799817</id><published>2007-07-13T21:42:00.000+01:00</published><updated>2007-07-13T22:00:16.778+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>x.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;apaga.te. quando já não conseguires morar no lugar onde estás. quando já não tiveres desculpas para pedir. apaga.te. quando estiveres cansado de desculpar. quando a noite já estiver deitada sobre a ombreira da porta. do lugar onde moras. aquele lugar que te esgota. apaga.te. quando olhares nas paredes. todos os poemas sentados na tua cabeça. quando já não sentires a dormência dos dedos. sobre a folha de papel. a escrever cartas. para o lugar. cinzento do mar. apaga.te. se a cor da tua pele. esconder a palidez do sangue que te corre nas veias. e que brota do esqueleto vivo. do teu coração frio. apaga.te. se estiver tudo calmo naquele dia. de sexta.feira. a tornar inúteis todos os outros dias. de cansaço. todos os outros dias onde trabalhaste as mãos. no barro. e na terra. no lugar. cinzento do mar. a cama gelada que dormimos. apaga.te. se não sentires frio. e o giz que desenhaste na ardósia das tuas costas. falar sobre o amor. que deixaste no esquecimento. de ti. quando te apagaste. a luz. de ti. a cor. de ti. o negro de ti. a frieza de ti. a loucura. de ti e o nunca de ti. e a paixão de ti. sobre a carne tocada. apaga.te. se não souberes o significado das coisas mortas. e porque partem para dentro. delas. a voz. o suor. a saliva. a boca e o beijo. a dor. e a eternidade do corpo. que fica. no lugar cinzento do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e o não. que não se sabe dizer. e a boca que não se sabe falar. e as pernas que não se sabem mexer. e andar. sobre o xisto que nasce da terra. sobre o cinzento. que já não há no lugar do mar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;x. de xisto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-273659665964799817?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/273659665964799817/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=273659665964799817&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/273659665964799817'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/273659665964799817'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2007/07/x.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-677788484801461376</id><published>2007-05-03T21:57:00.000+01:00</published><updated>2007-05-18T23:17:49.863+01:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;v.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;perguntei-te. se sabias secar feridas. tal qual o sol. faz secar a água nas pedras das ruas. e das varandas. disseste-me que era tarde para falarmos de coisas que obedecem à fé das mãos e das palavras. e viraste-te para o outro lado. onde os morcegos já teciam a escuridão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;assim. deixei-me ficar. a olhar o tecto negro que se compunham por cima do meu corpo. quente. ao lado do teu. a esmorecer na ventania do sono. pensei. como podiam as mãos dedicar-se ao luto de uma ferida e ao trânsito do sangue. parado. à espera. como podiam as palavras terminar a angústia da carne. e do ventre quase vermelho. quase negro. a sussurrar. a demolição do ar no peito. a respirar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;pedi então. que me deixasses olhar-te por dentro a dormir. disseste-me que não se pode espreitar para dentro do corpo. quando este é roubado e diluído num mar. disseste-me. que não se pode ver o que já não existe. o que partiu. o que foi desfeito. o que é salgado e se esvai na água e o que é tocado pela saudade. e pelo amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dentro do teu corpo. não existia nada. disseste-me. em voz escrita pelos lábios a falar debaixo do mundo. e a boca a beijar-me a face vermelha. e em afecto contido. as minhas mãos. abriram-se para pegar-te. nas pernas. e as enrolar à volta do meu tronco. solto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;juntos. apagaste a luz daquele quarto. iluminado por nós. e foste morar em mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;v. de vazio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-677788484801461376?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/677788484801461376/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=677788484801461376&amp;isPopup=true' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/677788484801461376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/677788484801461376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2007/05/v.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-117322001965084558</id><published>2007-03-06T21:53:00.000Z</published><updated>2007-03-14T22:06:59.641Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;u.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;sentámo-nos a conversar. num banco atirado sobre a sombra de uma árvore. o vento. deitava-se debaixo dos pés como um cão sossegado a roer. um osso. o osso gemia com a latitude dos dentes. do cão a comer-lhe. o branco. os dias foram passando. não havia. noites.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;conversámos sobre os vincos da madeira do teu rosto. os nós embrulhados na tua boca. e o céu de azul. a vermelho. que desapareceu. transpirado sobre a tua testa quando te amassei os cabelos. com as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;as mãos estavam frias como gelo. quase partidas. o vento. calou-se. rangeu. os dentes. e escureceu-se. a boca sobre o osso. a primeira noite. daqueles dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;discutimos sobre a utilidade da respiração. que o ar que se engole e se queima dentro do corpo. faz escurecer as paredes do quarto da nossa alma. falámos sobre este assunto. como se soubessemos para que serve a alma. para que serve o corpo. chegámos ao ponto de afirmar. que a alma era branca. como o osso roido. pela boca escura do cão. e no entanto. nunca tinhamos visto a alma. nem sabiamos sequer se existia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o cão. nunca pestanejou durante a nossa conversa. o vento alongou-se sobre os passeios. sobre as folhas secas. das árvores. e sobre os nossos pés. cansados. deixámos de falar. e calámo-nos para ouvir o osso. a gemer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;u. de útil.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-117322001965084558?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/117322001965084558/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=117322001965084558&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/117322001965084558'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/117322001965084558'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2007/03/sentmo-nos-conversar.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-116698566828428565</id><published>2006-12-24T18:16:00.000Z</published><updated>2006-12-24T18:41:08.290Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;strong&gt;&lt;em&gt;t.&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;tinhas árvores pintadas no jardim da tua casa. o chão cheirava a cinzento da chuva arrastada pela noite. a água engolida em fúria pela terra apagava-lhe o fogo que ardia entre a argila de onde crescem as flores. e o cimento de onde se fazem as conversas que falam de nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;não sabia como te dizer que o mar tem dentro. todos os amores embalados em caixas. por debaixo das ondas. e que o nosso amor. anda por lá. dentro dele. e não sabe para onde vai. e não sabia como te dizer. que a saudade que trago é talvez. a única coisa que tenho de ti. hoje. e que preciso de escrever-te. para não me esquecer de dizer o teu nome em todas as palavras. que me saem das mãos. tenho as mãos vazias e tu não sabes disso. é um segredo que guardo de ti.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o chão. por onde passo. é um céu de onde crescem as árvores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;o chão. que dorme e que não sabe assobiar. como tu. talvez porque os teus lábios tenham a mesma dureza das pedras. e não saibam abraçar. a voz do teu coração. ou porque me cansaste de viver tantos dias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;t. tinta.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-116698566828428565?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/116698566828428565/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=116698566828428565&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/116698566828428565'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/116698566828428565'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2006/12/t.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-116493788400654931</id><published>2006-12-01T01:25:00.000Z</published><updated>2006-12-05T11:43:21.200Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>s.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;para onde foste para nos deixares a vaguear pelo teu rasto. azul. se não eras o mar. se não eras a terra. se não eras a noite. nem a mágoa mordida no lábio. se não sabias dizer-me as coisas mais bonitas que um homem de casaco molhado. quer ouvir. ao andar pela rua a escolher nomes para cada canto. para morar. se não eras chuva a castigar-me as dobras e os vincos. da roupa. negra. de tanta noite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como te posso dizer agora. se não eras a chuva. se não eras o vento. nem o pó. nem as pedras no caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;que sempre andámos pelas mesmas estradas. e cantámos as mesmas músicas. no som do mesmo rádio de carros diferentes. e sentámo-nos nas mesmas cadeiras e bebemos das mesmas chávenas. os cafés envenenados de cafeína a morder. o lábio. e a mágoa. que olhámos com a mesma distância as luzes da cidade encaixada num só abraço. e beijámos as mesmas faces com o mesmo amor. o meu. seco. o teu. ainda mais seco. nunca chovia de propósito para nós. nunca choveu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e mesmo assim. não soubemos olhar. o tremor de cada queixo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;como te posso ouvir agora. se não eras o frio. nem a conversa deitada fora na rua. nem as pessoas na varanda a verem os estranhos a passar. nem o ácido da confusão dos outros a escorrer pelas paredes. e a cair para o chão. que nunca cedia. até hoje. quando te foste em terra. e madeira. a falar-me do que fizeste um dia inteiro. a sonhar com as mãos. e a tremer a voz. para a frente e para trás. como um baloiço no olhar. da boca. como te posso ver. agora. se já não existes como eu. que falo e que canto. e que me deito e que acordo. e que choro. e que me alimento com as mãos. os beijos que me dão. e que grito. que nunca soube. quando te deveria dizer. amo-te. ou gosto de ti. ou não faças isso. ou vamos jogar à bola. ou grande jogo do benfica. ou. dá-me cá um abraço seu tolo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;já não moras aqui. senão eu saberia o número da tua porta. e de vez em quando podia tocar à tua campainha e chamar-te pelo. nome. e trazer-te a meu lado. no lado do teu coração. que te levou de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;ainda não sei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;s. saudade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;para o meu mano mais novo. pedro. 19.08.1984. reticências. 27.11.2006&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-116493788400654931?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/116493788400654931/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=116493788400654931&amp;isPopup=true' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/116493788400654931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/116493788400654931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2006/12/s.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-37836664.post-116489574563983786</id><published>2006-11-30T14:07:00.000Z</published><updated>2006-11-30T14:09:05.643Z</updated><title type='text'></title><content type='html'>r.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;recuperei. engoli insectos latentes e cuspi a noite. onde dormia. para dentro de um copo. em cima da mesa. de onde repousavas doente. as mãos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;estávamos gelados por dentro do invólucro que se fecha sobre o peito. como um silêncio trancado. e perante a impossibilidade de trocar a cor. ao líquido esmorecido dentro do copo. transportei metades de tudo o que se pode dividir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;a lista é a seguinte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;mãos. dedos. e pés a tremer debaixo das mantas. lençóis dobrados. e direitos a fazer a cama. insolente e rebelde. almofadas amordançando as cabeças. e as cabeças. divididas a pensar. no amor. o amor. porque se divide. e se dá. em todos os vasos. onde existe terra e braços. e línguas. a brotar vozes e palavras para esquecer. zangas. muitas. sorrisos. alguns dentro das zangas. pássaros a salpicar os céus. dividem os bandos. nuvens. coleccionando a chuva. dividem as gotas. e água. porque existe. canções. lá longe de uma janela aberta. memórias. dividem-se com os cabelos negros. transformando-se em brancos. sêmem. e suor. porque se subtraem do corpo. quando este se divide. com outro. abraços com palmadas nas costas e abraços simples e abraços. de amor. o amor. a rasgar papel de carta. o amor a tocar nas rádios. o amor a falar alto na rua e no café. o amor a condizer com a roupa e os sapatos e os olhos. o amor nos livros. o amor a chorar. o sal. carregado e secando as faces. a solidão. em cada canto da sala. em cada sombra. a dormência. dividida por vários membros derivando de uma única. ausência. uma larva dividindo a terra. o sol. entre as folhas das árvores. as àrvores e as folhas entre o sol. e tudo somado. desfaz-se sobre o chão. húmido e queimado. as estradas divididas em duas faixas. e em três faixas. e em lugares para os carros se esvairem no alcatrão. o cheiro a combustível sintetizado dentro dos motores. e as pessoas nos carros. olhando o horizonte. dividido pela penumbra da estrada a alta velocidade. o que não se percebe. a pedra que jaz na berma. a silhueta que acena. a mão e o adeus. dividindo a distância do tempo. que nos afastamos. a saudade que nunca mais acaba dentro do coração que parece uma estrada. sem faixas. sem carros. sem velocidade. com cheiro a combustível do amor. o sangue. a saliva e o mel. em cada boca. e a boca dividida num beijo. e o beijo. dividido em si. e a transparência. reticências.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;levámos cansados a confusão dentro de um caixote. para a deitar. no fim do mundo. a esquina que nunca se encontra. a esquina que nunca se esgrime ou se encurta.amanhã.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;dou-te um abraço. e regresso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;r. de regresso.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/37836664-116489574563983786?l=osdiasdasnoites.blogspot.com'/&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/feeds/116489574563983786/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='https://www.blogger.com/comment.g?blogID=37836664&amp;postID=116489574563983786&amp;isPopup=true' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/116489574563983786'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/37836664/posts/default/116489574563983786'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://osdiasdasnoites.blogspot.com/2006/11/r.html' title=''/><author><name>João</name><uri>http://www.blogger.com/profile/05543977671368497505</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:extendedProperty xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' name='OpenSocialUserId' value='03550359311679130808'/></author><thr:total xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'>1</thr:total></entry></feed>